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Brasil

Lula reeleito defende regular big techs, criar uma IA brasileira e atrair data centers

Em seu discurso de vitória, Lula disse que as redes sociais precisam de regras, defendeu uma IA brasileira e propôs usar a energia renovável do país para atrair data centers, segundo o Mobile Time.

Em 3 pontos

  1. Lula disse que redes sociais precisam ser reguladas e criticou empresas que não pagam imposto no país.
  2. Ele defendeu uma IA brasileira para não depender de tecnologia chinesa ou norte-americana.
  3. Propôs usar a energia renovável para atrair data centers e reservar espaço para dados brasileiros.

Redação IA Seenup · via Mobile Time

2 min de leitura

Em números

  • 51,79%votos de Lula com 100% das urnas apuradas
  • 64,2 mivotos recebidos por Lula
  • 10 miusuários do canal Exército de Lula no WhatsApp

O que aconteceu

Em seu primeiro discurso após a reeleição, na noite de domingo (25), em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que as plataformas de redes sociais precisam ser reguladas. A informação é do Mobile Time. Segundo o veículo, Lula afirmou que a eleição sofreu intervenção externa por meio dessas plataformas.

Ele criticou o que chamou de empresas "monstruosas", que ganham milhões e bilhões, não pagam nenhum imposto no país e tentam direcionar o resultado eleitoral. Também disse que crimes no ambiente virtual devem ser tratados da mesma forma que os cometidos no mundo físico.

Lula também falou de inteligência artificial. Disse que quer incentivar a educação e o ensino de engenharia para desenvolver uma IA brasileira, porque não quer depender de uma tecnologia chinesa ou norte-americana. Propôs ainda usar a matriz de energia renovável do país para atrair data centers (os grandes prédios cheios de computadores que guardam dados e rodam sistemas de IA). Segundo ele, essas empresas terão de reservar parte do data center para informações brasileiras.

O Mobile Time lembra que, entre o primeiro e o segundo turno, houve embates entre a campanha de Lula e a Meta. Eles incluíram a redução de alcance de posts e a facilidade de criar material de campanha com o Meta AI para o adversário, senador Flávio Bolsonaro. O TSE chegou a fazer mais de uma reunião com a empresa pedindo igualdade de condições na disputa.

Com 100% das urnas apuradas, Lula teve 51,79% dos votos (64,2 milhões), contra 48,21% (59,8 milhões) de Flávio Bolsonaro, segundo dados do TSE citados pela fonte.

Por que importa

É um sinal do que o governo reeleito para 2027-2030 pode priorizar em tecnologia: regras para plataformas digitais, mais controle sobre onde ficam os dados dos brasileiros e uma estratégia própria em inteligência artificial. A fala liga o debate sobre redes sociais, que já pesou na eleição, ao de soberania de dados, ou seja, a ideia de que informações do país fiquem sob controle do país.

Vale notar que se trata de um discurso, não de um projeto de lei. A fonte não detalha como a regulação seria feita nem quando.

O que muda para quem usa IA

Por ora, nada muda na prática: não há regra nova. Mas o discurso indica possíveis caminhos: mais pressão sobre as big techs, e incentivo a uma IA nacional e a mais data centers no Brasil. Lula disse ainda que pretende se aproximar da população pelo digital e pelo celular, e que a comunicação digital terá grande espaço. O canal de WhatsApp Exército de Lula chegou a 10 milhões de usuários na sexta (23), tornando-se o segundo maior do país, segundo levantamento do Mobile Time.

Entenda os termos

Big techs
Grandes empresas de tecnologia, donas de redes sociais, buscadores e ferramentas de IA muito usadas.
Data center
Prédio com muitos computadores que armazenam dados e fazem funcionar sites, aplicativos e sistemas de IA.
Soberania de dados
Ideia de que as informações de um país fiquem sob controle e regras desse próprio país.

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