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IA não trouxe retorno financeiro às empresas fora da tecnologia, diz economista-chefe da Apollo

Torsten Slok, da Apollo, afirma que margens de lucro e receita por funcionário seguem estáveis nas grandes empresas americanas fora do setor de tecnologia, sem sinal de ganho de produtividade com IA.

Em 3 pontos

  1. Economista da Apollo diz que a IA não deu retorno financeiro às grandes empresas fora da tecnologia.
  2. Margens de lucro e receita por funcionário parecem estagnadas nesse grupo.
  3. Para ele, negócio depende de julgamento, algo que a IA não tem.

Redação IA Seenup · via TechCrunch

2 min de leitura

Ilustração: IA não trouxe retorno financeiro às empresas fora da tecnologia, diz economista-chefe da Apollo
Ilustração gerada por IA

Em números

  • 493empresas do S&P 500 sem sete gigantes de tecnologia

O que aconteceu

Um relatório curto do economista-chefe da Apollo Global Management, Torsten Slok, está chamando atenção. Segundo o TechCrunch, que noticiou o caso em 25 de outubro de 2026, ele concluiu que a inteligência artificial não melhorou o resultado financeiro das grandes empresas americanas que não são do setor de tecnologia. A Apollo é uma gestora de investimentos gigante, dona do TechCrunch no passado.

Para chegar a isso, Slok olha para o que chama de "S&P 493": o índice S&P 500, que reúne 500 grandes empresas dos EUA, sem sete nomes: Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla. Nesse grupo, a margem de lucro (quanto sobra de cada real vendido) e a receita por trabalhador parecem estar estagnadas. Ou seja, não há evidência de que a IA esteja aumentando a produtividade.

Na frase mais forte da nota, Slok diz que, apesar de investimentos enormes e de muito entusiasmo, a tecnologia entregou "retorno financeiro zero" à economia corporativa americana fora da tecnologia.

Ilustração gerada por IA

Por que importa

Nos últimos anos, empresas de todos os setores gastaram muito com IA, na esperança de lucrar mais. Esse relatório sugere que, até agora, o dinheiro não apareceu nos números das empresas comuns, só nas gigantes de tecnologia.

Uma explicação possível seria que as empresas tradicionais estão apenas atrasadas em relação às big techs. Slok parece duvidar disso. Segundo o texto, ele vê dificuldade para as empresas transformarem uma "inteligência cada vez mais barata" em mais receita e margens maiores.

Ele também apresenta o motivo. Para o economista, a IA pode ser uma ótima calculadora, mas nos negócios a inteligência é, em grande parte, julgamento. Ele escreveu que a IA não entende responsabilidade, confiança, cultura, regras não escritas, dilemas éticos ou justiça, fatores que moldam o risco à reputação e, no fim, influenciam o crescimento da receita e das margens.

O TechCrunch lembra que estudos recentes também apontaram que a IA ainda não entregou ganhos significativos de produtividade.

O que muda para quem usa IA

Nada muda de imediato nas ferramentas que você usa. Mas o recado é de cautela: usar IA no trabalho não garante, por si só, empresa mais lucrativa nem profissional mais produtivo. O ganho depende de como a ferramenta entra no trabalho e de quem assume a responsabilidade pelas decisões.

Vale também ler com atenção as promessas de que a IA vai multiplicar resultados. Trata-se da análise de um economista, baseada em dados gerais de grandes empresas, e não de um veredicto sobre cada uso individual. Ainda assim, ela mostra que, para a maioria das grandes companhias americanas fora da tecnologia, o retorno prometido ainda não apareceu nos balanços.

Entenda os termos

S&P 500
Índice que reúne 500 grandes empresas americanas e serve de termômetro da economia dos EUA.
Margem de lucro
Parte da receita que sobra como lucro depois de pagar os custos.

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