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Omilia volta à América Latina e quer liderar atendimento por voz com IA na região em três anos

A Omilia, que tentou entrar na região em 2020 sem sucesso, volta com equipe local e tecnologia própria. A meta é ser a número 1 em tecnologia conversacional na América Latina.

Em 3 pontos

  1. A Omilia volta à América Latina após uma tentativa sem sucesso em 2020.
  2. A meta é ser a número 1 em IA conversacional na região em três anos.
  3. Usa modelos próprios e cobra por chamada resolvida, não por minuto ou token.

Redação IA Seenup · via Mobile Time

2 min de leitura

Ilustração: Omilia volta à América Latina e quer liderar atendimento por voz com IA na região em três anos
Ilustração gerada por IA

O que aconteceu

A Omilia, empresa de assistentes virtuais que conversam por voz e texto, voltou à América Latina. Segundo a Mobile Time, que ouviu os executivos da empresa em conversa exclusiva, a primeira tentativa, em 2020, não deu certo. Agora a região passa a ser prioridade máxima (o chamado "tier one"), depois de a companhia consolidar suas posições na Europa e nos Estados Unidos.

Armando Trivellato, vice-presidente de growth da Omilia para a América Latina e a Península Ibérica, disse que a meta é agressiva: ser a número 1 em tecnologia conversacional na região em três anos.

Ilustração gerada por IA

Como a empresa quer fazer isso

Desta vez, a Omilia buscou executivos locais. Ela atua em cinco frentes: relacionamento direto com grandes clientes, geração de demanda, pré-vendas, serviços e marketing. Todas são lideradas por brasileiros. O Brasil também será usado como polo de desenvolvimento, suporte técnico e serviços para atender clientes de outros países.

Luis Sirera, diretor-geral da empresa no Brasil, afirmou que a estratégia inclui uma rede de parceiros e integradores. Hoje, quatro das dez maiores empresas de terceirização de atendimento (BPOs) do país já são parceiras.

A oferta reúne três tipos de agente:

  • agentes virtuais que automatizam conversas por voz e texto;
  • agentes de segurança, com biometria de voz e prova de vida para evitar fraudes;
  • agentes de serviço, que funcionam como copilotos para ajudar atendentes humanos.

A tecnologia é própria e usa pequenos modelos de linguagem (SLM), além de compreensão de linguagem, reconhecimento de fala e voz sintética. A escolha de modelos pequenos, em vez de grandes modelos de terceiros, serve para ter controle total do sistema. Ele roda na nuvem da AWS, mas também pode funcionar em nuvem privada ou híbrida, conforme a necessidade do cliente de manter dados sob controle.

Por que importa

A empresa vê no Brasil uma grande oportunidade na modernização das velhas "respostas automáticas" de telefone (URAs e IVRs) com IA mais humanizada e capaz de agir sozinha. Sirera também citou o aumento anunciado pela Meta no WhatsApp, que abre espaço para clientes buscarem alternativas em voz e em aplicativos próprios.

O modelo de preço chama atenção: a cobrança é por interação ou chamada resolvida, e não por minuto ou por token (a unidade em que muitos modelos de IA cobram). Segundo a fonte, a ideia é dar previsibilidade de custo e evitar projetos que estouram o orçamento ao crescer.

O que muda para quem usa IA

O setor financeiro é o foco principal; a Omilia também quer avançar em telecomunicações, utilities, varejo, saúde e educação. Ainda é uma meta da empresa: a fonte não traz resultados nem clientes nomeados.

Entenda os termos

SLM
Sigla em inglês para pequeno modelo de linguagem: uma IA de texto menor e mais focada que os grandes modelos.
BPO
Empresa que assume o atendimento ou outros serviços de uma companhia, como as centrais de telefone.
URA
Atendimento automático por telefone em que você escolhe opções digitando números ou falando.

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