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Opera lança o WebAI, padrão para rodar modelos de IA direto no navegador, sem nuvem

A Opera apresentou o WebAI, um padrão que roda modelos de IA no próprio navegador, sem depender da nuvem. Já há prévia no Opera One, e o uso é opcional.

Em 3 pontos

  1. A Opera lançou o WebAI, padrão para rodar modelos de IA direto no navegador.
  2. Funciona com modelos abertos, como o Gemma do Google, e com o modelo da Apple nos Macs.
  3. Está em prévia no Opera One; o usuário precisa ativar, e o desempenho depende do aparelho.

Redação IA Seenup · via TechCrunch

2 min de leitura

Ilustração: Opera lança o WebAI, padrão para rodar modelos de IA direto no navegador, sem nuvem
Ilustração gerada por IA

O que aconteceu

A Opera, fabricante de navegadores, apresentou o WebAI, um novo padrão da web. Ele permite rodar modelos de inteligência artificial direto no navegador, sem passar pela nuvem. A informação é do TechCrunch.

O WebAI foi pensado para funcionar com vários modelos. A Opera cita o Gemma, do Google, como exemplo. É um modelo de pesos abertos, lançado pelo Google há dois anos. Nos Macs, o padrão também aceita o modelo de IA embutido da Apple. Ainda assim, a empresa diz que o WebAI não depende de um modelo específico. A ideia é aceitar uma ampla gama de sistemas de pesos abertos.

A novidade está disponível como prévia inicial no Opera One, o navegador principal da empresa. O Opera GX, voltado a gamers e streamers, e o Opera Neon, que usa agentes de IA para executar tarefas, devem receber o recurso em breve. O usuário precisa ativar a função por conta própria.

Ilustração gerada por IA

Por que importa

Modelos de pesos abertos são, em geral, gratuitos para baixar e usar. Seus "pesos", que são os números que formam o modelo, ficam públicos. Isso dá mais liberdade aos desenvolvedores para ajustá-los. Mas, ao contrário do software de código aberto completo, ainda há restrições.

Há também a questão da privacidade. Segundo a Opera, quem usa IA local não precisa enviar dados pessoais aos servidores de uma empresa nem pagar assinatura de IA na nuvem. Em comunicado, a empresa afirmou que os desenvolvedores podem incluir recursos de IA sem manter infraestrutura nem pagar por cada requisição. Segundo ela, os dados tratados pela IA local ficam no aparelho do usuário.

O TechCrunch lembra que a privacidade preocupa cada vez mais, à medida que assistentes de IA ganham poder e acesso a informações pessoais. Rodar o modelo no próprio aparelho não elimina todos os riscos, mas dá mais controle ao usuário. A privacidade é um dos principais argumentos de venda da Opera há anos.

Segundo a Opera, o WebAI permite gerar texto, classificar conteúdo e entender como informações se relacionam, tudo dentro do navegador.

O que muda para quem usa IA

Quem usa o Opera One pode testar a prévia e rodar IA sem assinatura e sem mandar dados para a nuvem. Como é opcional, nada muda para quem não ativar.

Há um custo. Rodar modelos localmente exige mais do computador, e isso pode afetar o desempenho. A Opera avisa que o resultado depende do hardware do aparelho. Em máquinas mais modestas, a experiência pode ser mais lenta.

Para os desenvolvedores de sites e aplicativos, o padrão promete um caminho para oferecer recursos de IA sem arcar com o custo de servidores. Se isso vai se espalhar além da Opera, a fonte não diz.

Entenda os termos

Modelo de pesos abertos
Modelo de IA cujos "pesos" (os números que o formam) são públicos. Costuma ser grátis, mas pode ter restrições de uso.
IA local
IA que roda no seu computador, e não em servidores da empresa, então os dados não precisam sair do aparelho.

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